Esteve no Musas no passado dia 29 de maio o poeta muito singular que é Carlos Oliveira Santos.
A conversa, que foi fácil pela sua comunicabilidade, percorreu os caminhos de uma obra já muito volumosa (mesmo se com um largo hiato de publicação que o poeta promete resgatar da obscuridade), e que pode ser caracterizada pela sua contínua sede de aventura e risco. Risco, como aquele que fez linha abaixo e linha acima, página a página, das letras da Constituiçãp portuguesa que o poeta reescreveu. Risco na sua erótica, risco na sua deambulação por geografias imaginárias, risco na assunção de uma poesia que surge inesperada em formas como rótulos de garrafas, talões das finanças, onomatopeias, e por aí fora.
Os robots de Leonel Moura deixam-no inquieto, a pensar em possibilidades que não descarta à partida. De resto, a sua conceção da poesia aproxima-o mais da formulação aberta expressa por Jorge de Sena, por exemplo, do que a de de Joaquim Manuel Magalhães, que considerou demasiado redutora.
Na preciosa companhia de poetas como António Oliveira, Carlos César Pacheco e Luís Ferreira, o tempo correu tão rápido!…
Eh, pá!…



