A atividade onírica apresenta-nos o inesperado dentro de nós. Viajamos a lugares inauditos, encontramos o que nos admira e espanta. Temos prazeres inacreditáveis e até mesmo sentimentos terríveis podem vir ao nosso encontro enquanto sonhamos. Mas em que medida o sonho pode desempenhar um função para a produção do comum? Através de uma leitura cruzada de trabalhos em torno do sonho entre os Yonomami, elaborados por David Kopenawa e por antropólogos que lhe são próximos, e da arte de contar histórias, com ênfase nos trabalhos de Walter Benjamin, vamos investigar a influência dos sonhos na vida quotidiana dos indígenas, mas também da nossa própria, uma vez que os sonhos parecem mover o homem sempre na direção de uma nova geração.
Common dreaming – can dreams contribute to something common?
Dreaming presents us with the unexpected within ourselves. We travel to unheard places, encountering things that amaze and astonish us. We experience unbelievable pleasures, and even terrible feelings can come our way while we dream. But to what extent can dreams play a role in the production of the common? Through a cross-reading of works on dreaming among the Yonomami, written by David Kopenawa and anthropologists close to him, and the art of storytelling, with an emphasis on the works of Walter Benjamin, we will investigate the influence of dreams on the daily lives of indigenous peoples, but also on our own, since dreams seem to always move man toward a new generation.




